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Trip Report: Six Flags Mexico

O Caio Kowalesca, leitor assíduo e parceiro da Hapfun, esteve no Six Flags Mexico no final de 2015 e nos enviou esse incrível trip report contando como foi sua viagem ao parque Mexicano de uma das maiores redes mundiais, confira:

Para quem não sabe a Six Flags Company é uma das maiores operadoras de Parques Temáticos do mundo, atualmente possui 18 Parques espalhados pelo território de três países: EUA, Canadá e México. 23,9 milhões de pessoas passaram pelos Parques Six Flags em 2014, 2,3 milhões só no Parque do México – dados da TEA (Themed Entertainment Association).

Durante a minha permanência na Cidade do México reservei 04 dias para curtir o Six Flags, estive lá em uma quarta, quinta, sexta-feira e domingo, entre os dias 08 e 14 de Dezembro. Todos os dias foram bem tranquilos (filas de no máximo 20 minutos), com exceção do domingo que foi o dia mais movimentado (filas de 1 hora nas atrações principais).

O Six Flags México está localizado na região Sul da Cidade, no quilômetro 1,5 de uma Rodovia, ainda na área urbana, perto de shoppings, supermercados e de empresas. Do lado de fora já é possível ver a dimensão do Parque com suas principais e maiores atrações ao fundo da paisagem, além de um grande portal de entrada e um estacionamento gigantesco.

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Ao entrar no estacionamento percebi três curiosidades: o estacionamento é dividido em setores e estes recebem nomes de personagens da Liga da Justiça e Looney Tunes, facilitando a memorização do local estacionado, além disso, o Six Flags possui viaturas próprias de segurança, que são usadas para auxiliar na organização do estacionamento e na segurança patrimonial do Parque, no lado direito há o acesso de funcionários do Parque e eles possuem uma área própria para se candidatar a um emprego, com bastante movimento de pessoas preenchendo fichas.

A área de entrada e bilheterias (Taquillas) são bem sinalizadas, há bilheterias exclusivas para grupos de excursões e promoções, além das convencionais. Preços: Passaporte convencional $539 pesos (algo em torno de R$ 134,00), crianças com altura entre 0,90 m e 1,20 m pagam $389 (algo em torno de R$ 97,00) e crianças abaixo de 0,90 m de altura entram de graça. Passaporte anual $579 (em torno de R$ 144,00).

O Parque inicia suas atividades sempre as 10h00, na quarta e quinta-feira o Parque encerrou suas operações às 21h00 e na sexta-feira e no domingo às 22h00. (por curiosidade o funcionamento no sábado é das 10h00 às 23h00!.). Achei o horário do Parque bastante extenso e ideal para aproveitar bem as atrações e as luzes de Natal do “Christmas In The Park” – evento de Natal que estava acontecendo.

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O Parque é divido em 07 regiões temáticas (Pueblo Mexicano, Pueblo Francês, Pueblo Vaquero, El Circo de Bugs Bunny, Pueblo Suizo, Pueblo Polinesio e Hollywood), todas muito bem tematizadas – curiosamente apesar da tematização muito bem feita, o som ambiente é igual no Parque inteiro, diferentemente do que estamos acostumados no Hopi Hari, onde cada área possui músicas próprias. Por permanecer 04 dias no Six Flags utilizei a estratégia de percorrer todo o Parque buscando as atrações com menores filas, deixando as atrações mais concorridas para o final do dia quando estão mais tranquilas, pelo fato do Parque ser grande e possuir muitas atrações, mesmo nos dias mais cheios e horários mais movimentados algumas atrações tinham filas quase que inexistentes.

A primeira área temática é a “Pueblo Mexicano” com construções típicas da cultura do México. Por ficar na entrada do Parque essa área é a área que possui as ruas mais largas e espaço livre, há lojas, lanchonetes e serviços (sanitários, posto de cadastramento do Passaporte Anual, venda de fotos e guarda volumes). Logo após as catracas há um coreto e uma Xícara Maluca clássica. Lá também fica o Teatro Mexicano e nas primeiras horas de funcionamento do Parque os personagens Looney Tunes ficam em frente ao teatro recepcionando o público e posando para fotos. Aliás! Durante todo o dia é possível encontrar os personagens andando pelo Parque, interagindo e tirando fotos, há a turma completa dos Looney Tunes (e não somente os personagens principais) e os principais heróis da Liga da Justiça.

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Logo ali perto, nessa mesma área, está uma das principais atrações do Parque: SUPERMAN EL ÚLTIMO ESCAPE. Deixei para conhecer a Superman durante a tarde da quarta-feira, repeti a visita durante a noite e nos outros dias de Six Flags, ao todo andei nela 07 vezes.  Essa Montanha-Russa possui uma fila tematizada que segue por dentro do prédio do “Diario El Planeta”: você passa pela recepção, pelo hall de elevador, pela porta de alguns escritórios (incluindo o do Clark Kent) e pela sala de arquivos, depois segue para o labirinto externo com painéis que contam sobre cada um dos personagens das histórias do Superman.

 

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A Superman é uma atração extremamente intensa e empolgante, são 65 metros de altura, 1700 metros de extensão (a 10ª mais extensa do mundo e a maior da América Latina) e 120 km/h de velocidade. O embarque era bastante rápido e a montanha-russa operava com dois trens (havia um terceiro na área de manutenção). A sensação de andar na Superman é indescritível, a visita lá do alto é incrível e o passeio bastante macio. Na saída havia um grande loja com centenas de produtos da Liga da Justiça e também ponto de venda de fotos (photoride).

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Logo ali perto, entrando na área “Pueblo Vaquero” outra grande atração: Medusa Steel Coaster. A Medusa é uma montanha-russa hibrida que mistura madeira e aço, atinge 93 km/h e possui 3 inversões em 1007 metros de extensão. Na entrada da fila há o assento para teste do fechamento da trava de segurança e um painel que indica o tempo médio de espera na fila (isso está presente em todas as atrações principais). A fila também é tematizada e passa por dentro de uma construção antiga, com elementos que ajudam a contar a história da Medusa – essa construção foi feita dentro de uma antiga “Casa Maluca”, onde o chão, as paredes e o teto são inclinados, fazendo o visitante perder a noção de espaço, uma alusão ao que está por vir na montanha-russa – após passar por dentro da construção o caminho segue até a estação de embarque passando pelo meio do trajeto da montanha-russa, onde é possível observar algumas curvas, descidas e inversões.

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A Medusa Steel Coaster foi a montanha-russa do Six Flags que eu mais andei, fui cerca de 12 vezes nessa atração, durante o dia e também a noite – durante a noite luzes de LED colorido deixam a atração ainda mais bonita, alguns pontos do percurso são bem escondidos pelas estruturas de madeira o que deixa o passeio quase que totalmente no escuro durante a noite, aumentando a emoção. Andar na Medusa foi uma das minhas melhores experiências no Six Flags! A saída da Medusa possui também uma loja e ponto de venda de fotos (photoride), aliás, todas as atrações principais do Six Flags possuem grandes lojas na saída e muitas atrações possuem sistema de fotos.

O Six Flags México é muito bem sinalizado e nas ruas do Parque você encontra placas indicando o caminho para as atrações e também placas com o horário dos shows. O Parque possui uma programação bastante variada de espetáculos que acontecem em diversos espaços diferentes. Por ser época Natalina a programação era focada em atrações de Natal.

Para as crianças dois grandes destaques: “El Show de Los Looney Tunes” – apresentação com os Looney Tunes dançando e cantando músicas conhecidas (localizado na área infantil em um teatro ao ar livre semelhante ao Klapi Klapi do Hopi Hari) e “La Historia de Frosty Em Muñeco de Nieve” – história infantil sobre a amizade e o espírito natalino (no Teatro Mexicano, teatro fechado próximo à entrada do Parque).

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Para a família e público mais jovem duas opções bem legais “Christmas Rock, Navidad en los 50’s” – uma apresentação animada de dança onde os visitantes eram chamados para subir no palco e dançar concorrendo a prêmios (no Teatro Samoa, um teatro ao ar livre) e “Christimas Night Show” – principal apresentação do Parque com muita dança e luzes, onde era feita a contagem regressiva para acender a iluminação com mais de 3 milhões de luzes natalinas do Parque (no Teatro Chino, grande arena ao ar livre).

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Além destes espetáculos todas as noites o Six Flags apresenta a “Magic Light Parede” uma parada iluminada que percorre as principais ruas do Parque, essa parada é feita com vários carros e artistas com roupas iluminadas de LED. A organização do Parque é muito bem feita, momentos antes da parada o trajeto é organizado pelos seguranças que colocam cordas para delimitar o caminho e antes do início  todas as luzes do Parque são apagadas (postes, letreiros de lojas, lanchonetes etc) e o ambiente fica totalmente escuro, há músicas e os artistas são bem animados, alguns carros possuem a presença dos personagens da Liga da Justiça e Looney Tunes. Esse momento reúne uma grande quantidade de pessoas e a Parada percorre praticamente todo o Parque, levando cerca de 30 minutos do inicio ao final.

 

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No final de semana o Six Flags apresenta o “Six Games”, espetáculo com carros e motos que realizam manobras radicais, algo parecido com o que temos no Beto Carrero World em uma versão um pouco menor e mais simples. O espetáculo acontece no Teatro Chino, com capacidade para cerca de 3 mil pessoas. O espetáculo é empolgante, há efeitos de fumaça e fogo.

Não posso esquecer de mencionar que o Parque, também, possui uma grande apresentação educativa e de entretenimento com Golfinhos e Lobos Marinhos. Essa apresentação acontece em uma grande arena de frente para uma linda piscina com cenário de pedras. A apresentação dura cerca de 20 minutos, há explicações sobre o perfil e comportamento dos animais e alguns visitantes são convidados para chegar próximos e até interagir com os golfinhos. Os animais parecem muito bem cuidados e os treinadores interagem com eles o tempo inteiro, fazendo os animais realizarem acrobacias e movimentos incríveis. No fim da apresentação é possível tirar foto com os animais pagando um valor pequeno.

 

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Nos 04 dias que visitei o Six Flags optei por me alimentar com lanches, mas há diversas opções disponíveis no Parque: comida mexicana, pizzas, comida chinesa, snacks (pipoca, churros, sorvetes) e lanches. Optei por comer no Johnny Rockets e comprei o combo de hambúrguer duplo com batata, a bebida é a parte e paguei algo em torno de 180 pesos pela refeição (R$ 45,00 reais).

Curiosidade! O Parque vende refil de refrigerante, você pode comprar uma espécie de squeeze e encher pagando um valor muito baixo. Há também o “Passe Anual de Alimentos” – isso mesmo que você leu! Por um preço de 649 pesos (R$ 162,00) você pode fazer uma refeição principal e comer um snack (pipoca, churros, sorvete) sempre que visitar o Six Flags – opção utilizada para quem possui passaporte anual.

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Durante todo o meu primeiro dia no Six Flags fiquei criando coragem para enfrentar o SkyScreamer, atração inaugurada em maio de 2015. A coragem para encara-lo só chegou durante a noite, perto da hora do Parque fechar. Sendo assim fui lá: a fila é bastante rápida e organizada, ao sentar no assento (para duas pessoas) você prende um cinto no abdômen e fecha uma barra próximo da perna, os cintos são travados eletronicamente e os operadores da atração realizam a checagem de segurança antes de iniciar o ciclo. Ao começar você sobe até o alto da torre, são 74 metros, depois desse para o meio e volta a subir ao topo. São cerca de 2 minutos girando em volta da torre, para cima e para baixo. Lá do alto a vista é incrível, o vento é bem forte e nem todo mundo consegue olhar para baixo. O SkyScreamer é visto de todo o Parque e de diversos pontos da Cidade do México, uma das minhas melhores experiências!

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Outra atração diferente do visitei é a Torre Kilahuea, modelo parecido com o Turbo Drop do antigo Playcenter. No Six Flags são três torres unidas por uma única estrutura que carrega o nome do Parque e seis bandeiras coloridas. O ciclo começa “arremessando” sua gôndola para cima da torre, depois você desce e sobe até o meio, indo devagar de volta ao topo. Chegando ao alto mais 5 segundos e você é “arremessado” para baixo, subindo e descendo algumas vezes. Repeti a dose várias vezes, andei na Kilahuea ao menos 15 vezes.

Completando a lista de montanhas-russas visitadas haviam duas clássicas: Boomerang  e Batman The Ride (igual a FireWhip), andei também na The Dark Knight Coaster (montanha-russa indoor com pré-show, cenários e efeitos especiais no percurso) e a The Joker (montanha-russa radical, com curvas fechadas e giros) e Tsuami (montanha-russa clássica, com subidas e curvas rápidas).

 

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O Parque ainda possui uma infinidade de atrações que visitei, entre elas Freaky Dolls (casa de terror com grande percurso e cenários realistas, porém não tão assustadora quanto as atrações do Brasil), Río Salvaje (river rapids que molha bastante), Rock & Roll (atração parecida com o Polvo, mas mais devagar), Vudú (uma mistura de Disco e Extreme), Expresso Musical (clássico), Ruleta (parecido com o antigo Swing Dance do Playcenter), Vuelvo Alpino (Chapéu Mexicano), Huracán (mistura de Ekatomb com Terminator) e Curandero (versão do Cataclisma).

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Six Flags México é um excelente Parque de Diversões, o embarque nas atrações é bastante ágil, todos são bem atentos com segurança e procedimentos de checagem, há muita informação disponível, serviços em todas as áreas, seguranças bastante atentos e atrações, lojas e pontos de alimentação bem distribuídos. Se você está pensando em visitar um Parque no exterior e não tem muita verba para os grandes Parques dos EUA, Six Flags México é uma opção ideal. Essa viagem deixou o gostinho de quero mais e a vontade de um dia ter um “Six Flags Brasil”.

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